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#548 ou Depois de anoitecer

Pedro Simão Mendes, em 27.08.13

há pouco mais de um mês, enquanto tomava café com um amigo meu, fizemos um exercício de escrita do qual resultaram três poemas. apresento-vos, assim, um poema escrito em co-autoria com Israel Guimarães.

 

Depois de anoitecer

 

Houvesse noite que findasse e trouxesse um novo dia,

Houvesse madrugada que devolvesse sementes de memórias perdidas

E ter-te-ia, novamente, em meus braços, em meus lençóis.

E assim perdia a noite, perdia o dia, perdia o tempo. Assim, contigo, em ti,

Sem mim, morreria surdo em teu corpo nu. Que o sol nasce e arde ainda.

E não somos nós, não és tu, não sou eu. É o que somos e não existe, queima,

Corrói e destrói e torna triste o dia que despertou.

 

Antes a noite eterna e a esperança de se acabar.

E prometo que morrerei, num abraço efémero do teu amor,

Depois de anoitecer.

 

escrito a 10.07.2013

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às 00:33




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