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Cânticos se ouvem de dor e ‘sp’rança

Pedro Simão Mendes, em 26.02.13

Cânticos se ouvem de dor e ‘sp’rança

mas minha surdez

[como a cegueira]

é de nascença e só entendo

o silêncio na voz de quem canta.

 

escrito a 26.03.2012

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às 10:01

#459

Pedro Simão Mendes, em 20.02.13

1,024 km, hoje. finalmente ultrapassei a barreira dos 1000m.

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às 18:34

#458

Pedro Simão Mendes, em 18.02.13


«dá-me, mar, o meu rio»

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às 22:46

e se o mundo acabar amanhã?

Pedro Simão Mendes, em 16.02.13

   não sei quem sou, em que me tornei. não sei quem é suposto eu ser. e se o mundo acabar amanhã? já não me conheço quando olho o espelho. sou eu em todos os momentos ou apenas nalguns?

   vejo-me nu num quarto branco, mas não sou eu. banhado num líquido translúcido, dobro-me em mim mesmo e mergulho para não acordar. não respiro.

   já respiro. estou novamente a olhar-me no espelho e não sou eu. baloiço para trás e para diante, sem sair do lugar, com as lágrimas a cair pela face e o sangue a escorrer pelos nós dos dedos. o espelho partiu-se. mas ainda não sou eu. e ainda respiro, baloiçando para trás e para diante.

 

escrito a 11.12.2012

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às 23:43

Ou apenas flutuo

Pedro Simão Mendes, em 16.02.13

Curvei-me em mim mesmo,

Fundindo-me dentro de chamas,

E nasci novamente

Para poder sonhar

Como se a chuva não caísse do céu

E a morte não viesse no fim,

Como se eu não fosse eu

Mas alguém.

 

Voei sem asas

Ou apenas flutuo

E tudo negro.

Há bolhas de ar

Permaneço perdido em águas turvas

E revejo caras que se perderam de mim.

 

Também me perdi de mim.

Só a música permanece igual.

 

escrito a 14.01.2013

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às 23:30

#455

Pedro Simão Mendes, em 14.02.13

   ontem fui com ela ao melhor concerto da minha vida. melhor, até agora (até porque não fui a tantos assim).

 

   como fã fervoroso que sou dos sigur rós, tinha grandes expectativas em relação ao concerto e, felizmente, não me desiludi. antes pelo contrário: se tivesse de descrever o concerto numa só palavra, diria que foi perfeito.

 

 

 

   o concerto foi o primeiro da tour que (supostamente) apresenta valtari, álbum lançado em 2012. no entanto, como a banda está já a trabalhar no próximo álbum, a sair em 2013, aproveitaram para apresentar músicas inéditas. o vídeo mostra a primeira música do concerto de 13 de fevereiro no coliseu do porto, yfirborð, uma dessas músicas inéditas.

   como fui com ela, esperávamos que eles tocassem as músicas que nos são mais especiais, mas sentíamos que seria quase impossível. enganámo-nos e ainda bem! vaka, svefn-g-englar, saeglópur, hoppipolla e glósóli. tocaram-nas todas.

   e-bow, uma das minhas preferidas, também criou um dos momentos mais intensos do concerto (pelo que nem filmei nem tirei fotos durante essa música). com a densidade de ny batteri, a banda fez-me reviver o prazer de ouvir o álbum ágætis byrjun. passaram muito ao de leve sobre o álbum que vieram apresentar, tocando apenas varuð e sobre o seu álbum de 2008, apenas com fljotavik para adoçar os ouvidos. o concerto terminou como aparenta ser tradição, ao som de popplagið.

 

 

popplagið

popplagið 

 

   penso que quiseram inovar, não só por terem apresentado quatro(!) novas músicas (dando ao público presente a oportunidade de sermos os primeiros a escutá-las), mas também pelos efeitos visuais em que investiram. com recurso a uma tela branca na frente do palco e projecções de luz, cor e imagens, criaram um ambiente tão harmonioso que permitia sentir a música e imagem como um só, envolvendo-nos por inteiro (como podem ver, aliás, no vídeo acima). a tela caiu à quarta música, para descobrirmos um ecrã gigante em meia-lua que continuava a apresentar imagens que recorriam também aos videoclips das músicas de sigur rós. tudo isto era complementado com uma série de lâmpadas colocadas estrategicamente ao longo do palco, tornando-o num local mágico.

   enfim, valeu a pena o investimento e a ida ao porto, sobretudo porque foi um concerto partilhado com ela e que poderemos recordar juntos no futuro. fica o alinhamento do concerto:

yfirborð

vaka

ny batteri

hrafntinna

brennisteinn

saeglopur

fljotavik

e-bow

varuð

hoppipolla

með bloðnasir

glosoli

kveikur

______

svefn-g-englar

popplagið

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às 16:14

#454

Pedro Simão Mendes, em 11.02.13


if we don't make it, nothing changes

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às 22:24

Alice

Pedro Simão Mendes, em 07.02.13

     Alice, com apenas nove anos de idade, era uma violinista talentosa. Tocava violino todos os dias e tinha até criado uma rotina. Sempre que chegava a casa, vinda da escola ou da casa da avó, já perto da hora de jantar, tocava sempre a sua melodia preferida que aprendera nas aulas de violino. Quando chegava e o jantar já estava pronto, esperava ansiosamente o final da refeição para logo ir pegar no seu instrumento e dar-se à música. Os seus pais adoravam e aplaudiam-na sempre que a escutavam.

     Alice era filha única e os seus pais trabalhavam juntos num restaurante que era da família da mãe. Havia, por isso, alguns conflitos familiares que eram transportados para o negócio e vice-versa. Alice ouvira diversas discussões entre os pais enquanto tentava adormecer escondida entre os seus cobertores e assistira, aliás, a outras tantas à hora de jantar, altura em que passava algum tempo com eles.

     Naquele dia, a discussão fora pior do que estava habituada. O pai insultava a mãe como ela nunca tinha ouvido antes, com palavrões e tudo, chamava-lhe incompetente e dizia que era tudo mal de família. Alice não compreendia o porquê de ele dizer tais coisas, até porque ela gostava muito do tio Zé, da tia Inês e da prima Ana, e dos outros todos. E achava que o pai também gostava muito deles. A sua mãe chorava e, embora permanecesse quase sempre calada, soltava argumentos no ar que, em vão, atingiam os ouvidos do marido. No final, o marido fechou-se no quarto e Alice e a mãe terminaram o jantar em silêncio, apenas interrompido por um ou outro soluçar que a segunda emitia.

     Perante isto, e sem saber muito bem como reagir, Alice abraçou a mãe e disse-lhe que gostava muito dela. De seguida, perguntou se se pode levantar da mesa, ao que a mãe acenou afirmativamente. Alice correu para o estojo do seu violino, abriu-o e retirou de lá o seu precioso instrumento. Encostou-se à janela e, enquanto olhava o céu escuro lá fora, tocou a sua música preferida, aquela que tocava todas as noites. Só que no final, ninguém aplaudiu.

 

escrito a 07.02.2013

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às 23:18

são as coisas simples

Pedro Simão Mendes, em 06.02.13

ontem nadei 800m, vi supernatural e descansei. passei o final do dia com ela e jantámos fora.

 

ontem foi um dia bom.

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às 17:13

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