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e se o mundo acabar amanhã?

Pedro Simão Mendes, em 16.02.13

   não sei quem sou, em que me tornei. não sei quem é suposto eu ser. e se o mundo acabar amanhã? já não me conheço quando olho o espelho. sou eu em todos os momentos ou apenas nalguns?

   vejo-me nu num quarto branco, mas não sou eu. banhado num líquido translúcido, dobro-me em mim mesmo e mergulho para não acordar. não respiro.

   já respiro. estou novamente a olhar-me no espelho e não sou eu. baloiço para trás e para diante, sem sair do lugar, com as lágrimas a cair pela face e o sangue a escorrer pelos nós dos dedos. o espelho partiu-se. mas ainda não sou eu. e ainda respiro, baloiçando para trás e para diante.

 

escrito a 11.12.2012

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às 23:43

Ou apenas flutuo

Pedro Simão Mendes, em 16.02.13

Curvei-me em mim mesmo,

Fundindo-me dentro de chamas,

E nasci novamente

Para poder sonhar

Como se a chuva não caísse do céu

E a morte não viesse no fim,

Como se eu não fosse eu

Mas alguém.

 

Voei sem asas

Ou apenas flutuo

E tudo negro.

Há bolhas de ar

Permaneço perdido em águas turvas

E revejo caras que se perderam de mim.

 

Também me perdi de mim.

Só a música permanece igual.

 

escrito a 14.01.2013

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às 23:30



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