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#489

Pedro Simão Mendes, em 18.04.13

não sei estar só. entedio-me por ser quem sou e farto-me de estar comigo mesmo.

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às 14:55

a lua mora tão longe

Pedro Simão Mendes, em 18.04.13

espero-te debaixo deste plenilúnio,

que, solipso, se sonega

detrás das nuvens.

 

o silêncio é música

mas também é morte

e o que resta é vazio.

este sossego que não é nosso

esvai-se no ar , fumo nado dum último beijo

que meus lábios não concederam aos teus.

 

a lua mora tão longe

e o sol nunca a terá.

já não há nuvens no céu.

existirá amanhã?

 

escrito a 16.04.2013

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às 13:20

ainda olho o céu

Pedro Simão Mendes, em 18.04.13

ainda olho o céu

e aguardo

o desbravar das nuvens pelo vento

que as estrelas desvende

e elas brilhem

ainda.

 

ainda que tardes,

ainda que não voltes,

que ardam as estrelas e a lua,

que o sangue me seque nos lábios

e as lágrimas na face.

e se partires,

que cesse meu coração de bater

e minha alma de respirar

enquanto aguardo

teu regresso.

 

guardei uma estrela no bolso

e a lua no coração.

 

onde estás tu, amor?

 

escrito a 17.04.2013

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às 04:18



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