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«como lhe acontecia havia muito tempo, pedro acordou dum modo súbito, já com a sensação curiosa de ser uma criatura viva, responsável e integrada em todos os problemas. dava-lhe esse despertar uma disposição semelhante à da insónia. era como se o tempo para si fosse imensidão inevitável, sem intervalos de inconsciência e de paz. sentia-se viver eternamente, de olhos abertos perante si mesmo, as coisas, as lembranças todas e os deveres do seu mundo. depois desse despertar rápido, sem transição de sonolência, a impressão de que parecia viver eternamente através do tempo sem fim, consciente e contudo extraordinariamente brumoso e lento, ficava-lhe enleada em todo o seu ser como uma coisa pungente e que lhe fazia mal. levantava-se depressa, agitava-se, procurava no ambiente, na luz, nas horas seguintes, as coisas novas dum novo dia. mas era em vão. a impressão de que tudo era igual para si e seguia igual, de que entre a noite e o dia, para si, não houvera sombra nem trégua, de que vivia já infinitamente entregue ao tempo, pavoroso de tão vasto, horrível de tão sereno,  - isto persistia em si.»

 

in mundo fechado, agustina bessa-luís

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às 00:25

#542

Pedro Simão Mendes, em 12.08.13

lembram-se de ter dito que tinha voltado a andar de bicicleta depois de um hiato de anos?

pois bem, depois disso, não peguei mais na bicicleta - até hoje. pedalei cerca de 18 km.

se na altura me ficou a doer o rabo, fiquem sabendo que hoje quase não me consigo sentar. foda-se (outra vez).

desta vez vou tentar fazer com que o pedalar seja mais frequente...

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às 23:46

#541 ou Just night

Pedro Simão Mendes, em 12.08.13

The fog emerges

 

 

tenho tentado continuar a trabalhar em Here at the end of the world (livro e álbum de fotos). tenho obtido melhores resultados na poesia e não tanto nas fotos. ainda assim, tenho para vos mostrar uma foto nova, The fog emerges, que incluí no álbum; e um de vários poemas que escrevi entretanto, para incluir futuramente no "livro", e que vai de encontro a este texto.

 

Just night

 

I never went out of this place

And there is no world to see.

The night consumed it whole

And bled it dried.

There is no end to this night.

There is no end to this darkness

Nor end to its destruction.

There is no end. Just night.

 

escrito a 23.07.2013

 

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às 00:07

agosto acabará mais depressa do que desejamos

Pedro Simão Mendes, em 11.08.13

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às 02:30

#539

Pedro Simão Mendes, em 11.08.13

ontem, dia 10 de agosto de 2013, o blogue fez três anos de existência. o tempo continua a passar depressa demais.

em jeito de comemoração, deixo-vos mais duas músicas minhas: leito e under the oak tree the sun shines.

 

(cliquem nos links para ouvir as músicas)

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às 02:19

#538

Pedro Simão Mendes, em 01.08.13

apanhei um (leve) escaldão. mas a culpa não foi do sol, foi da vontade.

 

 

 

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às 11:08

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