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adeus, 2013

Pedro Simão Mendes, em 31.12.13

dois mil e treze está a terminar. ao olhar para trás, vejo que muito se passou. mas em trezentos e sessenta e cinco dias muita coisa se passa. coisas boas, coisas más. no entanto, na sua generalidade, fazendo um apanhado do ano como um todo, posso dizer que este foi o meu pior desde que me lembro, em que sofri mais (sobretudo emocionalmente). talvez seja o humor depressivo com que tenho andado ultimamente a enviesar esta avaliação, talvez não. de qualquer forma, 2013 foi o ano do fim do mundo (os maias enganaram-se mesmo). para mim, o mundo acabou, e ficou marcado pela noite eterna, sem sol ou lua que iluminassem o céu. pensei muito. chorei muito. irritei-me muito. é que trezentos e sessenta e cinco dias são dias a mais para que todos os dias sejam felizes. mas o sofrimento não mata, faz crescer. ou assim se diz. 2013 termina e 2014 começa em breve. uma passagem de horas, minutos, segundos, repleta de ritos socialmente construídos para marcar o começo de algo novo. tentar deixar para trás as coisas más, os vícios, os defeitos, os erros e tentar abraçar a mudança. um renascer das cinzas. foi assim que terminei here at the end of the world: verde a renascer das cinzas, num mundo em que o sol e a lua voltam a brilhar. ainda que não brilhem da mesma forma, brilham. em 2013 aprendi que nada dura para sempre. nem o fim do mundo.

 

é que trezentos e sessenta e cinco dias são dias a mais para que todos os dias sejam felizes. mas também são dias a mais para que todos sejam tristes. 2013 foi o ano em que descobri certas competências que desconhecia possuir. fui presidente de uma associação de estudantes, organizei muitas actividades, desde um seminário de investigação a moderar tertúlias. redescobri a leitura e a música, pelo que este foi o ano em que li mais e em que vi o melhor concerto de sempre. terminei a licenciatura, iniciei o mestrado. fiz a minha primeira apresentação no grupo de investigação em memória humana e colaborei numa investigação a sério. a minha irmã casou. voltei a nadar. nadei muito. escrevi muito. fotografei muito. sorri muito.

 

trezentos e sessenta e cinco dias são dias a mais para que todos os dias sejam felizes. é por isso que o que desejo a todos os que me rodeiam e a vocês, que me lêem, é que sejamos todos capazes de sobreviver a mais trezentos e sessenta e cinco dias e que dentro de umas horas possamos dizer adeus, 2013; olá, 2014. sem desejos, sem esperanças vãs.

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