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cá vim anunciar que estou vivo

Pedro Simão Mendes, em 11.04.15

cá vim anunciar que estou vivo,

mas não sei se é vida isto que trago em mim

mas antes um faz-que-vive,

que a mim mesmo vou enganando,

absorto deste mundo,

numa pausa de se ser

que me arrasta a fundos infernos

que, gélidos e escuros,

ardem sem fim.

e eu já não sei ao que vim.

já não sei ao que vim

já não sei ao que vim.

 

se calhar nunca soube ao que vim.

 

que vim cá fazer, afinal?

tu aí, sabes ao que vim?

ao que viemos, todos?

Podeis dizer-mo, se o souberdes?

É que eu não sei ao que vim

e no entretanto, não sei que faço,

não sei que digo,

não sei que penso

nem sei que sinto!

Este ramerrão, este fingir viver,

esta dor interminável…

que do incógnito futuro  não se sabe o que esperar.

Não se sabe o que fazer, não se sabe o que optar,

não se sabe o que se ser, não se sabe viver.

 

Ai! Quem mo dera saber!

 

escrito a 08.04.2015

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às 18:29



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