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#685 ou do (ainda) estar sentado

Pedro Simão Mendes, em 12.11.15

depois de ter sido capaz de entrar no programa doutoral ao qual me candidatei, mas não ter direito a bolsa, entrei num estado depressivo semelhante ao de há 5 anos.

para ter financiamento, tinha de ter "melhor currículo" (leia-se: "artigos publicados"). por isso, como não tenho capacidade financeira para suportar um doutoramento, resta-me melhorar o currículo (leia-se: "publicar") e tentar novamente daqui a um ano. para isso, preciso continuar a trabalhar em investigação - como voluntário. não que haja mal algum nisso, porque eu gosto de o fazer. o problema é que, parecendo que não, é preciso dinheiro para sobreviver e os meus pais não me podem manter com o dinheiro que não têm.

como o humor depressivo me tem afectado, a minha procura de emprego tem sido próxima de zero. no entanto, não sou tão azarado quanto parece e as experiências anteriores geraram frutos: estou a colaborar temporariamente com uma editora.

no entretanto, e tendo em conta um plano b (não seguir investigação, doutoramento), vou idealizando a possibilidade de trabalhar noutra área, ou em áreas aplicadas da psicologia. nesse sentido, nos dois últimos dias, participei num conjunto de formações na área do empreendedorismo. numa delas, falava-se da importância de nos "vendermos" para arranjar emprego (ou estágio). para isso, era preciso ter confiança no produto que estamos a vender: nós próprios. na verdade, o que mais me marcou nessa formação foi a forma como terminou: deveríamos aplaudir-nos, como achávamos que merecíamos. naquele momento, todos os participantes aplaudiram em força. uma pessoa aplaudiu-se em pé. uma em sessenta ou oitenta. e eu costumava ser essa pessoa. desta vez não fui. ultimamente não tenho sido.

já notei onde está o problema: ainda estou sentado. só preciso de me levantar. e aplaudir-me em pé.

 

e tu, ainda estás sentado (a)?

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às 10:43



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