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cruz

Pedro Simão Mendes, em 12.08.10

cruz, 22.04.2010

 

 

as suas mãos já não escreviam com a fluidez dos tempos passados. não de cansaço, não de velhice - não. perderam-se as palavras que lhe saíam dos dedos. se se tivessem perdido entre a tinta e o papel...

mas perderam-se no vazio da sua mente, cada vez mais oca. e esse vazio manifesta-se sob a forma de uma linha, interrompida por uma outra, perpendicular à primeira, por baixo de dois pontos dispostos na horizontal.

é uma cruz, esse vazio. uma cruz e dois pontos.

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às 02:00




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