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#888, ou dos paradoxos temporais, ou sobre 2018

Pedro Simão Mendes, em 04.12.18

  o paradoxo da passagem do tempo afecta-me sempre muito. embora os intervalos curtos de tempo pareçam passar demasiado devagar (e.g., o dia que nunca acaba, a semana que demora a passar), os longos intervalos parecem passar num ápice. dou por mim a perguntar-me: para onde foi dois mil e dezoito? e como assim, já estamos em dezembro?

  sei que li em tempos acerca da nossa percepção temporal e dos factores que a afectam, mas confesso que já não me recordo de nada. por isso, se alguém me quiser avivar a memória, está à vontade para o fazer. de qualquer forma, como já estamos em dezembro, chegou impreterivelmente a hora de fazer o típico balanço anual. contudo, como já fiz uma espécie de balanço no meu aniversário, vou focar-me noutros aspectos da minha vida.

  olhando apenas para dois mil e dezoito, revejo um ano bastante razoável. fiz três viagens a três cidades de três países diferentes. duas delas, barcelona e amesterdão, com ele. a terceira foi a weggis, na suiça. foram três momentos que valeram bem a pena. em relação à minha vida profissional sinto que, apesar da constante falta de motivação, realizei um bom trabalho no meu segundo ano de doutoramento. mais recentemente, consegui até submeter um artigo a uma revista científica. claro que, muito provavelmente, será rejeitado. faz parte da experiência. mas espero conseguir obter algum feedback que me seja útil, pelo menos. a ver se melhoro. com que finalidade? na verdade não sei, porque a vida de investigador em portugal é, sejamos honestos, uma valente bosta. aliás, como tão bem escreveu recentemente janine da silva no público.

  dois mil e dezoito foi também um ano de mudanças. primeiro, ele foi trabalhar para o porto. e depois, foi para ainda mais longe. e lá da capital há ainda muitas histórias para contar, porque ele vem cá, e eu vou lá. e lisboa até tem algum encanto, mas não é a cidade perfeita para mim. e, sinto, não é também a cidade perfeita para nós.

  já de olhos postos no futuro, o próximo ano trará, pelo menos, mais três viagens. passeio em bruxelas já em janeiro (para compensar as férias de verão que não tive), e um congresso em paris no terceiro mês de dois mil e dezanove. mais para o final do ano, um longo período de "estágio científico" na alemanha. vão ser quatro meses difíceis, mas que, espero, valerão o sacrifício.

  mas até lá ainda faltam passar muitos dias lentos, muitas semanas lentas. falta-me ainda escrever um segundo artigo, e ter aulas de alemão; quem sabe, realizar mais uma ou outra experiência. mas claro que daqui a nada é verão outra vez, e num piscar de olhos estarei já a analisar dados, e a pensar no que tenho para fazer a seguir, e a embarcar no avião, e a voltar cheio de saudades de tudo. e nem sequer dei pelo tempo passar. nunca dou pelo tempo passar.

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às 23:30




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