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crónicas de mannheim #4

Pedro Simão Mendes, em 08.09.19

  mais uma semana que passou a correr, maioritariamente pela carga de trabalho que tenho tido. fui a quatro reuniões. a primeira que consiste num workshop que faz parte do programa doutoral da universidade, onde ficou decidido que eu apresentaria o meu trabalho já na semana seguinte (ou seja, amanhã); a segunda foi a reunião do departamento de psicologia, onde se apresentaram os novos membros, e que foi totalmente em alemão; uma terceira, logo depois desta, com a investigadora com quem trabalho, para ultimar os detalhes da minha primeira experiência; e, finalmente, uma quarta, que é a reunião semanal do grupo de investigação em psicologia cognitiva, onde convidados externos e internacionais (e alunos de mestrado) farão apresentações. o aspecto positivo disto é que não terei de ir a todas as reuniões. só às da segunda-feira (onde irei apresentar o meu trabalho), e quando houver convidados externos à universidade.

  no resto do tempo, estive maioritariamente ocupado a programar a experiência. com isso, e a sofrer porque a revista à qual submeti o meu artigo (em julho), já me enviou as revisões. sugeriram major revisions, o que significa que embora não tenham aceitado publicar o artigo como está, há a possibilidade de o fazerem se fizer algumas (bastantes) alterações. por isso, tentei falar com os meus orientadores e só na sexta-feira consegui uma reunião por skype com um deles, que actualmente está na colômbia, na universidade de bogotá. conversámos e a ideia é eu desenvolver um argumento contra a necessidade (de acordo com os revisores) de fazer mais um estudo. ou seja, tenho de criar um argumento suficientemente forte que convença qualquer pessoa que fazer mais um estudo não será assim tão bom como eles sugerem. a ideia é apresentar este argumento aos meus orientadores, e eles decidirem se é suficientemente convincente, ou se é melhor seguirmos com todas as sugestões dos revisores. o problema disto foi o timing. vou agora arrancar com as minhas primeiras recolhas e vou estar muito ocupado, e não vou conseguir estar atento todas as tarefas, porque o meu pensamento vai andar dividido em todas estas coisas diferentes.

  mas nem tudo é assim tão negro. embora nos últimos dias as temperaturas tenham descido imenso (tenho tido frio neste apartamentozinho que não vê a luz directa do sol), e tenha chovido imenso neste fim-de-semana, ainda houve tempo para socializar. na terça-feira encontrei-me junto ao rio com os outros alunos de doutoramento, e comi pizza a ver o pôr-do-sol, e voltámos a jogar kubb (este é o nome do jogo que é uma versão complexa do jogo da malha). a aluna de doutoramento da investigadora com quem trabalho, que é mexicana e só está cá há dois meses, fez anos ontem, e fui jantar com ela (e com uma amiga dela). também aproveitamos para ir ao schlossfest (festival do palácio), que é a festa anual da universidade onde se dá as boas-vindas aos novos alunos. tinha sido engraçado não fosse a chuva. mas houve fogo-de-artifício e música, que foi bastante agradável. também paguei 3€ por uma garrafa de água e chorei um bocadinho por isso.

  entretanto, soube que está um calor infernal em portugal, e que os incêndios fazem novamente parte da época do regresso às aulas. enfim, tem-me passado tudo ao lado. parece que o mundo mirrou, e a minha realidade é apenas esta (e as nossas chamadas por skype), tão pequena, aqui por mannheim. e a realidade de amanhã é: recolhas de dados, uma apresentação para fazer, e uma ida a um supermercado grande em busca de produtos portugueses para um jantar com os alunos de doutoramento.

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