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dos vinte e sete (ou das memórias do último ano)

Pedro Simão Mendes, em 29.10.18

  ontem festejei o meu vigésimo sétimo aniversário. sinto-me genuinamente a envelhecer, mas, confesso, ainda a crescer. cresço a cada dia que passa e reflicto acerca do que é, ou não, importante na minha vida. e tenho pensado muito nisso. talvez seja devido ao meu estado algo depressivo, quase crónico, talvez seja porque o tempo vai passando, e mais um aniversário se aproximava. de qualquer forma, um dia destes vi alguém partilhar, numa instastory, também no seu aniversário, tudo o que guardou de positivo no último ano. isso inspirou-me, de alguma forma, pelo que me desafiei a fazer o mesmo. este post torna-se, portanto, uma tentativa de listar os acontecimentos positivos que me marcaram mais no último ano.

  ora, no meu último aniversário, ainda em 2017, fiz uma espécie de retiro com ele, num hotel com spa. algum tempo depois, já em novembro, fomos ao festival do cinema italiano. também fui com ele ao casamento de uma prima (no qual a minha família o conheceu sem alarido), e a minha sobrinha nasceu! em dezembro, festejei o meu primeiro aniversário de namoro com ele (o que significou receber um livro sobre a história da nossa relação). 

  depois, o frio do inverno deixou os primeiros meses de 2018 sem nada verdadeiramente marcante a acontecer, excepto a ida a um sítio especial no dia dos namorados, e a oportunidade de ver um filme-concerto das amiina. a partir de março, as borlas no theatro circo voltaram (graças aos passatempos da rádio universitária do minho), e fomos ao teatro! em abril, fomos a barcelona com uma amiga nossa, depois de um jantar excelente em casa dela (com pessoas dos laboratórios). também participei num congresso, e apoiei-o no famelab, cheio de orgulho. levei-o a outro concerto, depois de ter ganho bilhetes, e no qual comprei um livro. já em maio, continuei a ir com ele a concertos gratuitos e, como recebi prémios relacionados com o meu doutoramento, fui a amesterdão com uma colega, e levei-o comigo. foi uma experiência sem igual: jacuzzi no telhado do hotel, oportunidade de conhecer investigadores de renome e trocar impressões para possíveis colaborações futuras, etc. ainda em maio, os anos dele, onde me apresentou oficialmente à família (!). mais concertos, com ele, ou com o meu melhor amigo. no início de junho, a nossa primeira marcha pelos direitos lgbt+ em braga (e mais tarde no porto também). depois, a summer school na suiça, experiência que, sem dúvida, me marcou imenso. um festival de música. o resto do verão trouxe alguns momentos de lazer, mas não saliento nenhuns em particular. em agosto, a derradeira decisão de sair de casa dos pais, e a partir daí, começar gradualmente a mudar-me. viajar para o sul do país, e deixá-lo em lisboa (mas não porque quisesse). mais recentemente, conto mais alguns concertos gratuitos, um quiz musical com amigas do laboratório, aventuras em lisboa e em sintra com ele, e cafés com amigos.

  resumindo, o que de mais positivo me aconteceu foi conhecer coisas novas: novos lugares, novas pessoas. e, também, alguns reencontros com amigos mais antigos. isso é o que destaco de positivo no último ano. por isso é que escolhi passar este último fim-de-semana junto de quem mais gosto, para partilhar estes meus vinte e sete anos de vida. espero que a próxima voltinha em redor do sol me traga mais momentos que valham a pena ser vividos e, sobretudo, partilhados.

 

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às 18:44




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